Como nos aproximamos…

Eu estava bastante desanimado e sem fé de que pudesse encontrar uma mulher de verdade, daquela que levanta um homem, daquela que seja uma verdadeira companheira, amiga, cúmplice… Uma mulher que realmente vale a pena…

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Olhava para todos os lados e não encontrava uma! Como diz o sábio, “um homem entre mil achei eu, mas uma mulher entre todas estas não achei.” Eclesiastes 7:28. As perspectivas eram as piores, esperança não fazia mais parte do meu vocabulário quando se tratava de relacionamento.

Estava num momento muito difícil. Havia tentado me reconciliar com minha ex, mas coisas simples se transformaram numa barreira impossível de se transpor. Eu queria que as coisas fossem mais diretas. Penso que, quando se propõe algo a alguém que já te conhece, basta colocar na mesa os planos e propósitos (na verdade reafirmar tudo o que já havia sido proposto) e seguir em frente. Mas havia uma muralha imaginária entre nós.

Fato é, que, após a tremenda decepção sofrida (e não me isento de culpa nessa história, porém havia arrependimento e disposição de dar o melhor de mim), o que eu via ao meu redor não era nada agradável e o futuro nem um pouco promissor.

Sou viúvo e tive uma experiência maravilhosa no casamento, portanto, não poderia cometer um erro nessa altura da vida. Com 40 anos e com uma experiência muito positiva na bagagem, a escolha errada seria uma tragédia.

Sou cristão e tenho certos parâmetros e princípios para escolher uma namorada. Jogos não fazem parte do meu perfil e minha responsabilidade como cristão aumenta ainda mais o meu nível de exigência. Isso, de certa forma, dificulta, e muito, na hora de tomar uma decisão.

30 Dias de Oração Pelo Seu Marido

Voltando ao começo, a Dri aparecia na igreja quando visitava a irmã, que é frequentadora comigo na mesma unidade. Eu sempre a via só, mas pensava que ela fosse casada com alguém não cristão. Nunca coloquei os olhos nela, pois num determinado período de tempo, estava com minha antiga namorada, e depois, sofrendo por causa dela…

Depois de um certo tempo, decepção e mágoa, decidi não mais me relacionar com ninguém. Estava quase convencido de que jamais encontraria alguém, especialmente pelo meu nível de exigência. Mas Deus sempre tem alguma surpresa para nós, e o resto dessa história você vai conhecer no próximo post…

 

Buscando mudanças

Como eu disse anteriormente, somos cristãos e frequentamos a mesma igreja. Eu, em São Paulo, e a Dri, em Birigui. Ela trabalha aqui em São Paulo, mas como é free lancer, passava bastante tempo em Birigui.

Em 2017, lembro-me de tê-la visto algumas vezes na igreja. Meses antes do fim do ano, comecei a sentir-me muito incomodado com as condições da minha vida, especialmente no que tange à espiritualidade. Sentia que precisava de mudanças. Havia um sentimento de insatisfação e inquietação me incomodando. Sabia que precisava de algo, mas não tinha a menor ideia do que era…

Procurando mudanças

Desde que conheci o cristianismo e comecei a frequentar a igreja, à medida que eu ia entendendo mais o plano de Deus para a minha vida, sentia o desejo de estudar mais a bíblia para entendê-la. Ficava fascinado com as explicações de palavras e expressões do grego e hebraico e sentia uma vontade muito grande de estudar a bíblia nesses idiomas para compreender mais profundamente o que Deus revelou aos profetas.

Com o passar do tempo isso se esfriou um pouco, mas nesse ano (2017), as condições gerais da minha vida me levaram a esse incômodo, a essa insatisfação que me faziam questionar a minha espiritualidade. Busquei em Deus uma resposta, e ela veio! Passei a estudar a respeito do batismo do Espírito Santo, e esse se tornou o tema principal de meus sermões.

E foi justamente no primeiro sermão que preguei em 2018 na igreja que frequento que as coisas começaram a mudar. Nossas histórias, a minha e a da Dri, jamais seriam as mesmas novamente.

Um dos pontos que enfatizei na mensagem foi a necessidade de mudanças em nossa vida. Disse que 2018 era o ano da mudança e que não era mais possível continuarmos vivendo como sempre vivemos. Precisávamos de uma mudança urgente em nossos padrões de pensamentos, atitudes e hábitos. Não poderíamos mais viver na mornidão espiritual. Algo precisava mudar e tinha que ser já!

Paralelamente à minha busca, a Dri também estava em busca de mudanças. E justamente naquele sábado, ela foi à igreja, ouviu o sermão e a mensagem a impactou. Ao fim dos serviços e da pregação, ela se aproximou para me falar de sua experiência, e a partir daí iniciamos um relacionamento.

No início, eu não queria me aproximar muito, pois não havia nenhum interesse e eu ainda estava emocionalmente preso à outra situação. Além disso, estava com o pensamento fixo na ideia de permanecer só. Minha situação era complicada…

Depois da conversa com ela ao final dos serviços de culto naquele sábado, decidi convidá-la a fazer parte do grupo de estudos sobre o batismo do Espírito Santo, e ela prontamente aceitou. Assim, eu a adicionei no grupo do Whatsapp, para facilitar a comunicação.